
Os eventos internacionais realizados no Brasil entre 2007 e 2008 geraram um volume de US$ 35 milhões. Os maiores gastos foram com hospedagem (US$ 21.468 milhões) e compras (US$ 4.132 milhões). Esses foram os principais resultados copilados pela Pesquisa do Impacto Econômico dos Eventos Internacionais no Brasil realizada pela Embratur em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Os números são referentes a 36 eventos balizados pela International Congress and Convention Association (ICCA) e realizados em 14 cidades brasileiras no período de setembro de 2007 e dezembro de 2008. "Recebemos 18.878 visitantes estrangeiros que gastaram por dia cerca de US$ 285,00. Desse total, 78% tinham idade entre 25 e 45 anos com alto grau de escolaridade e formado por norte-americanos, argentinos, alemães e ingleses", destaca a presidente da Embratur, Jeanine Pires, ao divulgar os dados na manhã desta terça-feira (13/10), em São Paulo.
O estudo aponta uma permanência de 6,8 dias para os participantes de congressos e um maior gasto em congressos do setor de saúde, seguido por tecnologia e educação. Após os eventos, cerca de 64% dos visitantes escolheram as compras como atividades paralelas e 41% deles preferiram fazer passeios turísticos. "Outra informação relevante é que 63% dos participantes de eventos tinham vindo pela primeira vez ao Brasil e 82% estavam visitando pela primeira vez a cidade sede do evento", revela Pires, mencionado ainda que 58,17% disseram que o fato do Brasil sediar o evento foi determinante na decisão do estrangeiro participar.
A dirigente ressalta que apesar das agências de viagens ainda serem o principal meio selecionado para o estrangeiro organizar sua viagem de negócios (34,83%); a internet e as promotoras dos eventos observaram uma maior movimentação quanto a busca de informações sobre onde se hospedar e o que fazer antes do evento. "As organizadoras devem aproveitar assim que sair a confirmação do evento para articular formas de aumentar sua receita e contribuir para o estrangeiro deixar mais divisas no país", comenta Jeanine Pires. A pesquisa constata que o participante fica em média três dias antes do evento e três dias após. Cerca de 65% permaneceram no Brasil e na cidade para atividades de lazer e 28% para fomentar novos negócios.
Quanto a intenção de retorno ao Brasil, o estudo indica que 92,57% dos participantes gostariam de voltar ao país, sendo que 75,62% retornariam para viagens de lazer e 28,97% para negócios. "Essa pesquisa serve para desenvolver nossa política de apoio a captação e promoção de eventos internacionais que realizamos em conjunto com os Convention & Visitors Bureaux e associações de classe. Enquanto a realização de eventos internacionais cresceu 12% mundialmente entre 2007 e 2008, o Brasil obteve um crescimento de 20% em número de eventos e um aumento de 50% em participantes estrangeiros nesse período", comemora.
Além disso, o número de cidades que passaram a receber eventos ICCA subiu de 22 em 2003 para 45 em 2008. Cerca de 70% deles contaram com mais de 500 participantes. Somente no ano passado, o Brasil realizou 254 eventos internacionais realizados aferidos pela ICCA e que geraram um impacto econômico direto de US$ 122,6 milhões. Nesse período, foram recebidos 65 mil visitantes estrangeiros. O país, segundo Maria José Alvez, diretora regional da ICCA para América Latina, tem potencial para avançar ainda mais. Nesse ano, inclusive, a entidade internacional premiará o São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) com o "Hot Leader of the Year". A homenagem acontece em novembro, em Florença, na Itália, e consagra o convention que mais enviou eventos em um ano.
O Ministro do Turismo, Luiz Barretto, confirmou a importância desse tipo de estudo como uma radiografia do progresso do segmento de eventos no Brasil. "Também conseguimos comprovar que os eventos estão se descentralizando e são geradores de divisas", diz Barretto. Entre os 36 eventos, grande parte estavam localizados no Rio de Janeiro, Recife, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Foz do Iguaçu e Campinas. Enquanto o visitante a negócios gasta diariamente US$ 285, o gasto do turista a lazer fica na média de US$ 74. Na ocasião, o Ministro e a presidente da Embratur entregaram a Caio Luiz de Carvalho, presidente da São Paulo Turismo, e a Claury Silva, secretário de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo, um documento sobre São Paulo com informações publicadas na imprensa mundial.
fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrResolucao=1024&pStrLink=3,29,0,49941&IndSeguro=0
Ismailon Moraes
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