sso é o que uns chamariam de notícia bomba. Em fevereiro, 3
consórcios venceram as licitações de privatização operação dos aeroportos
de Brasília, Campinas e Guarulhos. Diante da situação atual desses
aeroportos, muito se comemorou. Porém naquela época muitos técnicos e
até alguns políticos de oposição criticaram a licitação argumentando que
o processo tinha falhas graves e que as empresas vencedoras não seriam
as mais recomendadas.
Pois bem, o jornal valor econômico de hoje publica que o governo irá
exigir troca dos operadores dos três aeroportos. Isso mesmo, depois de a
licitação ter inclusive seu resultado homologado!
Na época do resultado, muito foi comentado que grandes empresas
internacionais como as que operam os aeroporto de Amsterdã, Londres,
Paris, Madri, Barcelona, Nova York e Frankfurt participaram do processo
mas os 3 editais foram vencidos por empresas que operam aeroportos
menores. Quem sabe agora o governo consegue entregar os principais
aeroportos do Brasil para essas empresas que têm um reconhecimento
maior. Mudar o resultado de uma licitação homologada é promessa de boas
confusões na justiça, mas se no final o passageiro for beneficiado, terá
sido uma boa causa. O problema é que essa mudança pode atrasar todo o
processo.
Nós não somos especialistas para julgar
o que é melhor ou pior. Mas fica claro que mais uma vez os aeroportos
brasileiros foram vítimas de amadorismo, interesses políticos ou
simplesmente incompetência mesmo.
Veja a íntegra do texto do valor valor economico e vamos acompanhar de perto os próximos capítulos.
O governo vai exigir a troca dos operadores que integram os
consórcios que venceram a licitação para administrar os aeroportos de
Guarulhos, Brasília e Campinas. Alegará que a mudança será feita com
base no “interesse público”, uma vez que os operadores dos grupos
vitoriosos no leilão, realizado em fevereiro, não têm experiência de
gestão de aeroportos de grande porte.
Técnicos admitem que foi um erro não estabelecer maiores exigências
quanto à capacidade dos operadores. Lamentam, ainda, a baixa exigência
de capital das empreiteiras. Por isso, o governo pretende impor agora
condições que, no fim, obriguem os consórcios a abrir espaço para a
entrada de grandes “projetistas” (construtoras). A ideia, ao baixar as
exigências feitas no leilão, foi promover maior concorrência na
licitação, o que de fato ocorreu – o ágio médio foi de 347%.
A demanda de operadores “mais qualificados” será feita pela Agência
Nacional da Aviação Civil. Os contratos de concessão dos três aeroportos
serão assinados no fim de maio. Nos próximos leilões – provavelmente do
Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte -, as regras impedirão a
participação de operadores e projetistas de baixa capacidade.
O caso mais problemático é o do aeroporto de Viracopos, em Campinas. O
consórcio vencedor tem como operador a Egis Airport Operation, cujo
maior aeroporto sob seus cuidados, no Chipre, tem capacidade para 5,5
milhões de passageiros por ano, inferior à de Viracopos. Além disso, o
governo projeta movimento de 90 milhões de passageiros por ano em
Campinas daqui a 20 anos.
O Palácio do Planalto está preocupado também com a Corporación
América, empresa que está no consórcio vencedor em Brasília e opera 33
aeroportos na Argentina e no Peru, Uruguai, Equador, Armênia e Itália. O
maior deles é o de Buenos Aires, com capacidade para menos de sete
milhões de passageiros, metade do movimento existente hoje em Brasília.
Ademais, a operadora argentina tem histórico de renegociação de
contratos.
No caso de Guarulhos, a operadora do consórcio é a ACSA, que
administra nove aeroportos na África do Sul, entre eles, o de
Joanesburgo, com capacidade para 30 milhões de passageiros, a mesma do
aeroporto paulista.
“A presidente Dilma Rousseff deu autorização [à mudança dos
operadores]. Ela se empenhou muito nisso e quer que esse negócio dê
certo”, revelou uma fonte graduada. “Se no interesse público há um
operador e um projetista mais qualificado, o que é que tem de errado?
Você não está onerando a União. E a mudança tem que ser feita agora, do
contrário, o projeto sai ruim. Tem que colocar gente competente para
fazer”.
fonte:
www.melhoresdestinos.com.br