Há cerca de dois anos, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae no Piauí, lançou um novo produto turístico: o Serras Nordeste – Entre Parques e Opalas. O roteiro reúne as cidades de Pedro II, Piripiri e Piracuruca, no Piauí; e Tianguá, Ubajara e Viçosa, no Ceará. Este mês um grupo de jornalistas percorreu todo o roteiro e se encantou com o que viu."O Serras Nordeste é um roteiro diferente porque ele vende a tranquilidade e o clima serranos, a gastronomia, o Parque de Sete Cidades, enfim, é um produto turístico que mostra um Nordeste diferenciado e bonito”, afirma o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae no Piauí, Gilson Vasconcelos. Nossa viagem começou pela charmosa Pedro II, cidade localizada na Serra dos Matões e distante 195 quilômetros ao norte de Teresina.
"Estamos crescendo e a ideia é tornar Pedro II um polo de joalheria. A procura por nossas pedras e joias tem sido maior do que a oferta. Além da opala, hoje comercializamos todas as pedras brasileiras, até mesmo outras que não são do Brasil. Conseguimos atender pedidos de determinados clientes, a exemplo dos compradores de safira. É um mercado que gera trabalho e renda para mais de cem pessoas porque cada loja tem pelo menos cinco joalheiros ou cinco lapidários. Temos tido inúmeras capacitações do Sebrae na área de design, o que é uma preocupação de todos os empreendedores, para que possamos ter estilo próprio e criar coleções”, explica a empresária e presidente da Associação de Joalheiros e Lapidários de Pedro II, Ajolpi, Áurea Brandão Sousa.
Artesanato
A tecelagem é outra riqueza de Pedro II. São tapetes, mantas, redes, colchas, jogos americanos, portas-copo, todos feitos em teares artesanais, por vinte e cinco artesãs que formam a Associação dos Artesãos de Pedro II. As artesãs chegam a produzir setecentas peças por mês. O período de maior venda é durante o Festival de Inverno de Pedro II, que este ano será em junho, e também em julho e nos feriados. Outro lugar que não pode deixar de ser visitado é o Museu da Roça, um lugar que reúne boa parte da história e dos costumes da cidade e região. O Museu da Roça pertence à Família Galvão, mas recebe doações de várias regiões do Estado e do país.Ao entrar, o turista se dá conta de toda a diversidade do Museu da Roça. Encontramos ferros de brasa, rádios antigos, louças, cédulas, joias de família e o quarto do casal que tem um oratório do século dezenove. Outra preciosidade é uma vitrola à corda da década de vinte, que ainda funciona. A culinária de Pedro II conquista o turista. No almoço, no Museu da Roça, pode-se saborear o leitão assado, prato típico da região, e depois relaxar no redódromo, um espaço com redes que garante sombra e sossego aos turistas.
Beleza natural
O Morro do Gritador é um paredão de pedras de 280 metros de altura, estando a 273 metros acima do nível do mar. É uma beleza natural onde o turista ainda pode praticar esportes de aventura como o rapel. De olho nesse mercado de esportes de aventura, o empresário Luciano Uchôa resolveu investir no setor e criou uma empresa que promove várias atividades para os turistas, claro que tudo com muita segurança.“Aqui no Gritador temos um desnível, uma descida não toda em rapel. Praticamente 60% disso fazemos em rapel e o restante num trekking íngreme, descendo pelos paredões. São três rapeis. O primeiro de oitenta metros, com uma caminhada num visual belíssimo. Depois disso mais um rapel de 25 metros e pra fechar o terceiro rapel de vinte metros. Pra voltar, a nossa sugestão é fazer uma trilha chamada Apertado da Hora, íngreme, com blocos de pedras e pequenas escaladas. Esse pacote, que é um dos mais procurados na região, dura seis horas. O Piauí é um dos municípios mais propícios para a prática de esportes de aventura. Esse rapel, só comporta seis pessoas, já que é demorado. É um rapel técnico que exige muita segurança para o turista”, afirma Uchôa.
fonte:http://www.acessepiaui.com.br/entretenimento/pedro-ii-primeira-cidade-do-serras-nordeste/12330.html
Ismailon Moraes
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