terça-feira, 21 de agosto de 2012

Depois de Gol, TAM diz que passagem aérea deve subir


O preço das passagens aéreas deve subir se os custos para as companhias continuarem altos, disse nesta terça-feira (21) o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna. Ele não falou quando deve acontecer um eventual aumento de preços, mas disse que os custos que pesam sobre as companhias aéreas no momento, com a alta do combustível e do dólar, dificilmente cairão.
Mais cedo, o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, afirmou queaumento de tarifas é uma questão de tempo
O presidente da TAM disse que uma eventual "recuperação tarifária" só ocorrerá se puder ser absorvida pelos consumidores.
Bologna disse que o setor sofreu um "choque de custos relevante" que inclui a valorização do dólar, que impacta os custos das empresas na moeda estrangeira, o aumento do preço do querosene de aviação e ainda a elevação das tarifas aeroportuárias e de navegabilidade.
A brasileira TAM e a chilena LAN concluíram em junho o processo de fusão que criou a Latam, maior companhia aérea da América Latina. Com a união, a TAM deixou de negociar ações no mercado brasileiro. 

Gol passa por reestruturação


A Gol passa por uma grande reestruturação, após reportar seguidos prejuízos. No segundo trimestre, as perdas chegaramR$ 715 milhões. Além da diminuição no número de voos, a Gol também está reduzindo o número de funcionários: até o final do ano, cerca de 2.500 vagas devem ser fechadas.
"O setor não pode absorver, por longos períodos, um cenário como esse. É uma questão de tempo para se ver na posição inevitável de aumentar as tarifas", ressaltou . Apesar da pressão sobre os custos, o presidente da Gol disse que não há nenhuma decisão tomada sobre o assunto.
Durante o Aviation Day, evento que reúne executivos e autoridades da aviação civil, em Brasília, Kakinoff reafirmou, que a companhia aérea espera um resultado financeiro "melhor no segundo semestre do que no primeiro", mas continuou descartando o retorno ao azul até o fim de 2012.

"Não podemos falar ainda em retorno à lucratividade", disse. O presidente da Gol prevê, na segunda metade do ano, um desempenho "entre prejuízo e equilíbrio", variando de mês a mês.

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