sábado, 22 de março de 2014

Governo garante segurança na Copa após ataques a UPPs no Rio

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu nesta sexta-feira a segurança durante a Copa do Mundo que o país organizará este ano após a onda de violência das últimas semanas em diferentes comunidades pacificadas do Rio de Janeiro, palco da final da competição.

Cardozo fez estas declarações após um encontro hoje em Brasília com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e a presidente Dilma Rousseff para analisar a situação vivida na noite da quinta-feira, quando grupos armados atacaram pelo menos três Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

"Temos um excelente plano de segurança para enfrentar situações na Copa do Mundo. Então estamos muito seguros. Teremos uma excelente Copa com um excelente padrão de segurança", comentou Cardozo a jornalistas.
O ministro da Justiça tentou manter sigilo sobre quais seriam as primeiras medidas tomadas pelo governo, mas pouco depois, a presidente Dilma autorizou oficialmente o envio de tropas federais para ajudar a conter os episódios de violência vividos no Rio nas últimas semanas.

Na próxima segunda, Cardozo deve viajar ao Rio de Janeiro para avaliar novas medidas que serão tomadas entre os governos estadual e federal.

Durante os ataques às UPPs na noite passada, pelo menos dois policiais ficaram feridos, embora as autoridades tenham informado em um primeiro momento que se tratava de três vítimas.

O capitão Gabriel Toledo foi baleado na virilha em um tiroteio entre a polícia e supostos narcotraficantes no conjunto de favelas de Manguinhos.

Os criminosos ainda atearam fogo em dois contêineres metálicos que servem de delegacias provisórias nas favelas de Manguinhos e Arará-Mandela.

A terceira unidade atacada por traficantes na noite desta quinta foi a da Camarista Méier. Bandidos atiraram contra o contêiner, mas não há feridos.

"Querem que voltemos atrás. Vamos avançar com o apoio da presidente e do governo federal. É um momento no qual as UPPs estão sendo provocadas, se trata de uma tentativa clara de tirar a moral da política de pacificação que fez do Rio de Janeiro uma referência em ocupação territorial", declarou Cabral.

Nos últimos meses aumentaram os ataques de criminosos às delegacias instaladas nas favelas sob o controle do governo e neste ano quatro policiais morreram assassinados em tiroteios dentro de comunidades pacificadas.

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